segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
A comunicação é a base das práticas sociais. O contato mais simples entre homens supõe um aprendizado mínimo desse contato. Com a emergência das novas mídias no século XXI, vimos cada vez mais as comunicações e, por consequência, as práticas sociais mudarem com as sociedades nas quais essas mídias se fazem presentes. A comunicação muda o homem, mas o homem, também, de posse de novos meios, faz mudar a sua relação com seus semelhantes por meio dessa prática social que é a comunicação.
Após o surgimento da internet, assistimos a uma mudança na forma de se comunicar. O mundo mais ágil exige comunicação instantânea e, com isso, novas formas de comunicação vão se fazendo patentes em virtude nem, tanto da necessidade de comunicação, mas de uma necessidade da velocidade da comunicação.
A velocidade é um fenômeno físico, mas balizada pela percepção e subjetividade, faz com que o homem crie signos que são centelhas da sua frágil existência. O século XX assistiu à criação da externalizações dos sentidos pela produção dispositivos tecnológicos que propiciaram ao homem reviver sua própria existência à medida que ela se torna cada vez mais fugaz.
Quem é o homem da segunda metade do século XX e início do século XXI senão aquele que, ao passar pelo hibridismo e transitoriedade das mediações, resiste como uma peça-célula-bit do grande mosaico que é a vida, a nossa nova velha vida da imaginação?
domingo, 10 de novembro de 2013
Por que "produzimos" imagens
Algo que eu tento responder, em vão, aos meus alunos da disciplina de comunicação visual é por que os homens produzem imagens? A pergunta é ao mesmo tempo tão facilmente clara, mas, paradoxalmente tão absurda se considerarmos que: 1. Vivemos em um mundo povoado de imagens e podemos até dizer que habitamos nelas ou até mesmo nem chegamos a vê-las como imagens, como algo diferente da realidade – 2. A segunda observação vem de uma frase de Kubrusly, no livro O que é fotografia, que diz o seguinte: “[...]o simples fato de olharmos já modifica a realidade. Por que produzimos imagens, a pergunta persiste, e a resposta que não é minha, mas de R. Debray é a fotografia, e o autor..... se referia às artes nas “no momento em que o homem tem a consciência da morte”. Produzimos signos, imagens, fotografias porque temos consciência da nossa finitude, e o cérebro exagera, duplica, reduplica a nossa existência, como no romance do Uruguaio Bioy Casares, A máquina fantástica, para simular outras existências. É assim desde as cavernas, do paleolítico, de Pech Merle, Lascaux, Altamira, e foi assim também no plano filosófico com as imagens, duplos de existência do no Mito da Caverna. Por serem o duplo, as imagens sempre nos amedrontaram e fascinaram.
quarta-feira, 12 de junho de 2013
segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
Sobre Oliviero Toscani
Só conheço as fotografia do fotógrafo italiano à frente das campanhas publicitárias da Benetton. Acredito que o esteja em jogo na produção dessas imagens seja a ética da produção de imagens, principalmente quando usa imagens impactantes. É possível, ao mesmo tempo, chocar e promover uma marca? Talvez choque menos se pensarmos que a publicidade é o lugar dos discursos eufóricos que vão de encontro à disforia produzida por ela mesma. Ou seja, a publicidade é o lugar dos discursos sedutores, persuasivos sobre algo que deve ser bom e não necessariamente e moralmente deve nos chocar se pretendemos encontrar nele uma pseudo-satisfação das nossas necessidades.
Por que é possível entrecruzar discursos que tangem a moral ou a ética num espaço de sedução? Pelo fato de Toscani viver em um período que se passa a fazer mais a publicidade da marca do que produto, isto é, mais das ideias que a marca pode inspirar aos seus potenciais compradores. Com isso, ele muitas vezes quer promover um espaço de igualdade num espaço onde não há igualdade, porque a publicidade é o espaço da dissimetria entre o meu desejo e a busca que me conduzirá à satisfação do meu desejo. Não se busca na publicidade uma satisfação moral, mas um contamento egocêntrico de algo que pode preencher minha suposta falta.
Só conheço as fotografia do fotógrafo italiano à frente das campanhas publicitárias da Benetton. Acredito que o esteja em jogo na produção dessas imagens seja a ética da produção de imagens, principalmente quando usa imagens impactantes. É possível, ao mesmo tempo, chocar e promover uma marca? Talvez choque menos se pensarmos que a publicidade é o lugar dos discursos eufóricos que vão de encontro à disforia produzida por ela mesma. Ou seja, a publicidade é o lugar dos discursos sedutores, persuasivos sobre algo que deve ser bom e não necessariamente e moralmente deve nos chocar se pretendemos encontrar nele uma pseudo-satisfação das nossas necessidades.
Por que é possível entrecruzar discursos que tangem a moral ou a ética num espaço de sedução? Pelo fato de Toscani viver em um período que se passa a fazer mais a publicidade da marca do que produto, isto é, mais das ideias que a marca pode inspirar aos seus potenciais compradores. Com isso, ele muitas vezes quer promover um espaço de igualdade num espaço onde não há igualdade, porque a publicidade é o espaço da dissimetria entre o meu desejo e a busca que me conduzirá à satisfação do meu desejo. Não se busca na publicidade uma satisfação moral, mas um contamento egocêntrico de algo que pode preencher minha suposta falta.
terça-feira, 11 de setembro de 2012
Discurso e Sentido
Discurso e Sentido
Depois que o discurso passou a ocupar
o centro das preocupações sobre a linguagem, notadamente, em função do
descentramento do sujeito proporcionado pelo marxismo, pela psicanálise e pela
linguística, é fato que para aquela foram trazidas instâncias outras,
categorias, que estavam excluídas, ou pelo menos, “esquecidas” dentro dos estudos lingüísticos.
É
no momento em que os estudos sobre a linguagem lançam-se para fora do seu
“núcleo rígido” (MAINGUENAU, 1993: 11), constituído pelas tradições saussuriana
e chomskiana et caterva, é que as próprias fronteiras daquilo do que
delimitava o linguístico do não-linguístico vão ser borradas, ao resgatar-se
para linguagem o que ficara “esquecido” naqueles estudos: o lado social, a
poética e a perspectiva do Outro. Quais reflexões se podem fazer a partir dessa
mudança epistemológica?
Em
primeiro lugar, a linguagem não existe em função do homem, mas apesar do homem.
No que tange à perspectiva filosófica-ontológica, é o homem é quem passa a
“existir” a partir da linguagem, fato que possibilita a emergência da Filosofia
da Linguagem no cenário dos próprios estudos filosóficos. Nos “jogos de
linguagem” de Wittgeinstein, o homem também pode ser considerado uma “peça do
jogo” ao qual se subordina e do qual compartilha.
A
linguagem, ao ver-se ameaçada pela derrocada do logos, mais uma vez toma
fôlego ao anunciar-se como “forma de vida”. E o discurso, como não poderia de
ser, é a própria forma de vida, de ser da linguagem, na medida em que nele se
especifica a qualidade informativa — peculiaridade do século XX — carregada de
intencionalidade.
Sendo
o comportamento da linguagem um comportamento semiótico, informativo, o
discurso torna-se a especificação do sentido da linguagem naquilo que por ela
se re-vela: revela-se na forma de ser da sua materialidade e nela também se
vela pelo seu “esquecimento” (PECHEUX, 1993).
A
especificação do sentido já é uma direção a outrem (a determinação). O que faz
do sujeito um sujeito de linguagem é essa relação que o direciona para outrem e
por ela instaura o dialogismo. (BAKHTIN,1992).
Falar, mesmo que para si, é assumir ou considerar a dimensão de um outro
que se instaura nesse mesmo “falar”.
O
discurso é assim a possibilidade de um “eu dual”, sem o qual a alteridade nem
se quer chegaria a existir. Como coloca Lacan: “Quem é, pois, esse outro a quem
estou ligado mais que a mim, visto que na aceitação mais íntima de minha
identidade comigo mesmo, é ele quem me agita.“ (LACAN apud ECO, 1991: 327). Ignorar esse
“outro” (sentido) é “loucura”, pois, desta forma, só existiríamos como
monólogos de força especulares que em nós só se fariam refletir.
A
linguagem, então como discurso, é ainda a possibilidade de tradução do outro
naquilo que digo, mas também o é, para esse outro, naquilo que ele diz por mim,
e em função de mim, mas que, em verdade, é para ele o Outro, esquecido sentido
do seu próprio discurso: memória e alteridade constitutiva da fundação dos
sujeitos.
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
Semiótica e comunicação visual: o design e a publicidade em questão
Link do artigo Semiótica e comunicação visual: o design e a publicidade em questão :
http://www.semeiosis.com.br/semiotica-e-comunicacao-visual-o-design-e-a-publicidade-em-questao/
http://www.semeiosis.com.br/semiotica-e-comunicacao-visual-o-design-e-a-publicidade-em-questao/
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