domingo, 16 de março de 2014
sexta-feira, 14 de março de 2014
quarta-feira, 5 de março de 2014
segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014
A comunicação é a base das práticas sociais. O contato mais simples entre homens supõe um aprendizado mínimo desse contato. Com a emergência das novas mídias no século XXI, vimos cada vez mais as comunicações e, por consequência, as práticas sociais mudarem com as sociedades nas quais essas mídias se fazem presentes. A comunicação muda o homem, mas o homem, também, de posse de novos meios, faz mudar a sua relação com seus semelhantes por meio dessa prática social que é a comunicação.
Após o surgimento da internet, assistimos a uma mudança na forma de se comunicar. O mundo mais ágil exige comunicação instantânea e, com isso, novas formas de comunicação vão se fazendo patentes em virtude nem, tanto da necessidade de comunicação, mas de uma necessidade da velocidade da comunicação.
A velocidade é um fenômeno físico, mas balizada pela percepção e subjetividade, faz com que o homem crie signos que são centelhas da sua frágil existência. O século XX assistiu à criação da externalizações dos sentidos pela produção dispositivos tecnológicos que propiciaram ao homem reviver sua própria existência à medida que ela se torna cada vez mais fugaz.
Quem é o homem da segunda metade do século XX e início do século XXI senão aquele que, ao passar pelo hibridismo e transitoriedade das mediações, resiste como uma peça-célula-bit do grande mosaico que é a vida, a nossa nova velha vida da imaginação?
domingo, 10 de novembro de 2013
Por que "produzimos" imagens
Algo que eu tento responder, em vão, aos meus alunos da disciplina de comunicação visual é por que os homens produzem imagens? A pergunta é ao mesmo tempo tão facilmente clara, mas, paradoxalmente tão absurda se considerarmos que: 1. Vivemos em um mundo povoado de imagens e podemos até dizer que habitamos nelas ou até mesmo nem chegamos a vê-las como imagens, como algo diferente da realidade – 2. A segunda observação vem de uma frase de Kubrusly, no livro O que é fotografia, que diz o seguinte: “[...]o simples fato de olharmos já modifica a realidade. Por que produzimos imagens, a pergunta persiste, e a resposta que não é minha, mas de R. Debray é a fotografia, e o autor..... se referia às artes nas “no momento em que o homem tem a consciência da morte”. Produzimos signos, imagens, fotografias porque temos consciência da nossa finitude, e o cérebro exagera, duplica, reduplica a nossa existência, como no romance do Uruguaio Bioy Casares, A máquina fantástica, para simular outras existências. É assim desde as cavernas, do paleolítico, de Pech Merle, Lascaux, Altamira, e foi assim também no plano filosófico com as imagens, duplos de existência do no Mito da Caverna. Por serem o duplo, as imagens sempre nos amedrontaram e fascinaram.
Assinar:
Postagens (Atom)